Observatório de Favelas – Novos olhares sobre os espaços populares

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Atuar na dimensão simbólica, alcançando o imaginário das pessoas e trabalhando para a superação de preconceitos e falta de informação em relação aos territórios de periferia.

Estratégia ousada, que aposta na ressignificação de conceitos e olhares. Assim, conhecer, pesquisar, analisar e produzir conhecimentos sobre a realidade dos territórios populares faz parte, há mais de uma década, do trabalho realizado pelo Observatório de Favelas.

A organização, que tem sede na Favela da Maré, elabora projetos, executa ações e implementa metodologias não só em territórios populares do Rio de Janeiro, como em diversas cidades brasileiras.

A palavra de ordem é valorizar as ações nos territórios – reconhecendo os sujeitos em suas práticas criativas e estimulando redes colaborativas de produção, organização e comunicação da cultura. A arte é ferramenta prioritária para esta disputa do imaginário.

“Não se trata apenas de viabilizar economicamente práticas artísticas no território e sim mobilizar seus atores na construção de novas sociabilidades, no uso público de espaços e na afirmação de diferenças socioculturais”, explica Jorge Barbosa, diretor da organização. Surge daí o conceito de territórios inventivos como elemento de inovação da cena cultural, sobretudo em favelas e periferias.

Assim, encontros incomuns são promovidos em eventos como o Travessias – Arte Contemporânea na Maré. Ali, distâncias entre sujeitos criadores e plateias admiradas são superadas e a arte é um projeto de mudança que se propõe a mexer com o olhar e os desejos de quem se dispõe a ser instigado.

Artistas renomados, obras conceituais, espectadores improváveis, mentes abertas, entendimentos complexos, clusters criativos não convencionais, criações periféricas.

Tudo se une para superar estigmas de carência, violência e criminalização que marcam os espaços populares cariocas e oferecer um campo de conexão entre artistas, obras, pessoas, ideias, saberes, sonhos e cumplicidades.

Tudo se une para fortalecer os territórios inventivos e demonstrar que as favelas são locais de intensa produção artística – e não um receptáculo de culturas externas.

Como no Projeto Solos Culturais, outra iniciativa que se destaca na aplicação do conceito: a cultura é formada por uma rede de significados que também é tecida por jovens envolvidos nas múltiplas possibilidades de articulação e organização em seu próprio território.

Atuando em rede e se apropriando de tecnologias, os jovens recebem formação em produção cultural e colaboram na reconfiguração da favela com ações ligadas à cidade e suas transformações. Sem cartilhas ou manuais.

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