Norte Comum – Inversão da rota

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Se o senso comum diz que é preciso “levar” cultura para a zona Norte da cidade, o coletivo Norte Comum mostra que a cultura já está ali. Faltam sim, equipamentos e investimentos. Nada mais.

Berço de tantos poetas, escritores, músicos, escritores e festas populares, a zona Norte do Rio é também a casa de um dos mais coletivos da cidade. Responsável por iniciativas pra lá de criativas, o Norte Comum ignorou a ideia de escassez cultural e, numa inversão de rota, leva espectadores de outras regiões da cidade para seus eventos.

O nome, ao mesmo tempo que dá a ideia de norte como caminho e direção, faz referência direta ao território onde o coletivo atua, a Zona Norte. E dá-lhe eventos, saraus, festas, ações, parcerias e atividades culturais na região.

Do Ágoras Cariocas, espécie de aula dada pelas ruas, bares e comércios dos bairros à curadoria do evento Geringonça, no Sesc Tijuca, passando pela produção de curta metragens, o Norte Comum apronta de tudo um pouco.

Mas um dos eventos que mais chamam a atenção é, sem dúvida, o Sarau Tropicaos – encontro artístico mensal que conta com a participação de pacientes psiquiátricos internos do Instituto Nise da Silveira, em Engenho de Dentro.

É ali também que fica a sede provisória do coletivo, um dos que participam da residência artística para pacientes da instituição, o Hotel da Loucura – projeto tocado por um dos tantos parceiros do Norte Comum, o médico psiquiatra Vitor Pordeus.

A cargo de toda esta agitação estão jovens entre 25 e 30 anos com diferentes formações e interesses – o que confere ao coletivo uma identidade ampla, não atrelada a apenas um tipo de arte ou expressão.

“Vale ressaltar que nos organizamos de uma forma não hierárquica, incentivando as relações pessoais, a amizade e construindo um sistema de trabalho divertido e saudável, com horário flexível e divisão igualitária do dinheiro, por exemplo”, explica um dos idealizadores do Norte Comum, Carlos Meijueiro.

O compartilhamento de saberes é outra das premissas da atuação do grupo, que ainda ajuda a conectar e aglutinar outros coletivos, artistas, produtores, pesquisadores, estudantes e interessados em geral.

O movimento, mais uma vez, é inverso: surgido a partir de uma página nas redes sociais em 2011, o Norte Comum pulou para as ruas, praças e bancos da universidade, onde reunia dezenas de pessoas interessadas em fazer diferente, criando novos trajetos e conexões na cidade. Deu no que deu.

Pra conhecer mais:
E-mail: nortecomum@gmail.com
Facebook: facebook.com/nortecomum
Twitter: @nortecomum
Youtube: youtube.com/user/NorteComum

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