Flizo – A zona Oeste no mapa cultural da cidade

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Quando criança, o sonho do menino George Cleber era ter em casa uma estante com livros. Hoje, já adulto, Binho Cultura – como é conhecido – tem muito mais: ele não só escreve os livros que vão para a estante como montou uma biblioteca comunitária e um centro cultural na região onde mora. E é ele quem organiza, desde 2013, um dos mais bem-sucedidos eventos literários da cidade: a Flizo – Festa Literária da Zona Oeste.

O evento, por si só, impressiona pelo impacto que causa na parte mais populosa do Rio: a Flizo ocupa vários bairros da região Oeste com uma programação diversificada, que vai de rodas de leitura, debates e workshops a desfiles de moda, mostras gastronômicas, peças de teatro, shows, exposições, exibição de filmes e oficinas.

Os protagonistas do evento são os artistas locais mapeados e articulados pelos organizadores da Flizo, embora convidados de outras regiões sejam muito bem-vindos. A ideia é dar espaço para que os artistas da zona Oeste se apresentem durante o evento, que se transformou em uma vitrine de talentos da região.

Mas esta é apenas a ponta do iceberg de um trabalho que acontece permanentemente e tem como objetivo criar uma rede de trocas e fortalecer a produção cultural da zona Oeste durante o ano inteiro. Uma das vertentes deste trabalho é a capacitação e profissionalização dos atores culturais da região com oficinas de gestão de projetos, prestação de contas e participação em leis de incentivo e editais públicos, entre outras.

E para preencher esta lacuna foi criada a Produtora Bela Oeste – braço empreendedor da Flizo e responsável pela editora que irá publicar os livros dos autores já identificados na região e fora dela também.

Diante da profusão de atores culturais, projetos e ideias apresentadas a partir do fortalecimento desta rede, surgiu a demanda por equipamentos públicos capazes de dar vazão à movimentação cultural – outrora reprimida – da Zona Oeste.

Daí para a atuação junto aos poderes públicos para reivindicar estes espaços e melhorias estruturais na região foi um pulo. Assim, a cultura tornou-se propulsora de mudanças mais amplas nas comunidades onde a rede ativada pela Flizo atua.

“Este é o nosso maior indicador de sucesso: a mobilização da sociedade em torno de uma causa e resolução do problema. O conceito é simples e objetivo: identificar o que não tem, avaliar o que é prioritário, acionar a rede de apoiadores e fazer acontecer”, resume Binho Cultura.

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