Fábrica Bhering – Afinidades construídas na adversidade

gallery post
gallery post
gallery post
gallery post
gallery post
gallery post
gallery post
gallery post
gallery post

Rua Orestes, 28 – Santo Cristo. O endereço, onde durante décadas foram produzidas toneladas de balas e chocolates, simboliza hoje uma experiência ímpar de ocupação cultural e coexistência artística na cidade.

Trata-se da Fabrica Bhering, cujo prédio construído na década de 1930 encontra-se em fase de tombamento pela Prefeitura do Rio – em um longo imbróglio judicial que continua em andamento.

Ali estão instalados 52 ateliês e 21 empresas que juntam artistas multimídia, arquitetos, designers, estilistas, fotógrafos, pintores, escultores, restauradores, editores, chefes de cozinha e outros profissionais dedicados às artes criativas.

Avessos a estruturas rígidas, os artistas preferem considerar a Fábrica Bhering um cluster criativo acidental – o que faz com que as inevitáveis trocas, parcerias, empatias, iniciativas conjuntas, negócios, sociedades e criações coletivas se tornem ainda mais significativas.

Diante das adversidades do espaço – a estrutura estava abandonada desde a desativação da Fábrica na década de 90 – soluções e estratégias coletivas são pensadas cotidianamente. Interesses comuns que fortalecem laços e geram afinidades.

Mas mesmo sem a lógica cotidiana de uma entidade organizada, os inquilinos da Fábrica se juntaram em torno da Associação Criativa Orestes 28.

Embora a administração do prédio esteja a cargo dos proprietários, que locam os espaços de trabalho, os inquilinos acompanham passo a passo, pela Orestes 28, os desdobramentos jurídicos do tombamento do prédio, além de participar de editais e organizar eventos.

Um deles foi o “Em Torno da Fábrica”, realizado em julho de 2014 e que ofereceu cursos, oficinas e workshops gratuitos para moradores de comunidades da região portuária, como Santo Cristo, Providência, Morro do Pinto, Gamboa e Saúde.

O evento – uma tentativa de aproximação com o entorno e de interação com a comunidade – é uma das iniciativas para abrir as portas da Bhering para o público.

E já que só aumenta a curiosidade em torno da Fábrica, do trabalho das dezenas de artistas que habitam seus espaços e de sua lúdica resistência à especulação imobiliária da região, não faltam visitantes interessados em conhecer o local – que já começa a entrar nos calendários e roteiros turísticos, artísticos e culturais da cidade.

Tudo alinhado à vocação da Fábrica que, segundo uma de suas primeiras inquilinas, a artista Vivian Caccuri, “pretende fugir do isolamento, da sensação de que é uma estrutura estranha ao bairro que a cerca e, para isso, é preciso um grande esforço de aproximação, de diálogo e de curiosidade”.

Pra conhecer mais:
Telefone: (021) 3622-4300
Site: www.fabricabhering.com
Facebook: facebook.com/fabricabhering
E-mail: fabricabhering@cafeglobo.com.br

Comentários

comentários