Enraizados – Rede hip hop de notícias

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Rap, break, DJ e grafite. Sim, os pilares do movimento hip hop estão fortemente presentes no trabalho do Movimento Enraizados. Mas a atuação desta verdadeira rede mundial de troca, apoio e colaboração vai muito além.

De produção de filmes a um portal de notícias com mais de 600 mil acessos por mês, da organização de eventos à distribuição e venda de CDs por uma rede de camelôs e lojas virtuais, da gestão de pontos de cultura à intervenção em políticas públicas – onde há oportunidade de empoderamento da juventude da periferia, está o Movimento Enraizados.

É difícil acreditar que tudo começou de uma forma tão despretensiosa, quase por acaso. O interesse do jovem Flávio Eduardo da Silva Assis, mais conhecido como Dudu de Morro Agudo, pelo rap e sua iniciativa de se corresponder – por carta – com grupos que compartilhavam a mesma paixão.

O que era uma curiosidade a princípio se transformou em coisa séria quando Dudu começou a receber dezenas, centenas de cartas de pessoas do Brasil inteiro querendo trocar experiências, se inteirar as novidades, conhecer novos músicos, pertencer ao universo do hip hop.

Os conhecimentos em informática o levaram a ser um dos pioneiros na criação de uma rede de troca de informações e de ajuda mútua pela internet, nos idos de 1999. Com o site no ar, a Rede Enraizados passou a existir formalmente, em ações online e off-line, contando com a decisiva participação do ator Luiz Carlos Dumontt ao lado de Dudu a partir de 2005.

Livre acesso

Downloads gratuitos de CDs no site, distribuição de conteúdos e formação de artistas para que se apropriem do seu próprio trabalho fazem parte do DNA do movimento. “Nunca dizemos que criamos novos conceitos porque sempre que fazemos algo, descobrimos mais além que alguém já fez parecido e que já existe um nome difícil”, explica Dudu.

Com os pés fincados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o movimento ganhou raízes em diferentes regiões do País e hoje conta com representantes e grupos em 16 estados, além de articulações em vários países, tais como Colômbia, Chile, Portugal, Finlândia, Estados Unidos, Japão, França, Alemanha, Espanha, México, Angola, Moçambique e Argentina.

O primeiro lugar no prêmio Cultura Viva, do Ministério da Cultura, em 2007, foi um marco para o movimento. Matérias na imprensa, ampliação dos projetos executados pelo Enraizados e convites para participação em fóruns, debates e encontros foram algumas das consequências da visibilidade dada pela premiação.

A história detalhada de como o menino da periferia de Nova Iguaçu se tornou um dos principais articuladores culturais do País, a partir da criação de uma rede de grupos de hip hop quando a internet ainda dava os seus primeiros passos neste sentido está no livro “Enraizados: os híbridos glocais”, da Aeroplano. E que, fiel aos princípios do movimento, está disponível para download gratuito na internet:

Os híbridos Glocais – íntegra

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