Afroreggae – Pioneiro na atuação em favelas

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Falar de ONGs que atuam em favelas e espaços populares é falar, necessariamente, de uma das organizações precursoras deste trabalho: o Afroreggae.

Há 21 anos na estrada e com várias frentes de ação, tanto no Rio quanto em outras cidades do Brasil e do mundo, o Afroreggae fez (e faz) história.

Conhecido pela mediação de conflitos e criação de condições para tirar jovens do tráfico, o Afroreggae utiliza um vasto leque de ferramentas para realizar a sua missão.

De diferentes manifestações artísticas, como música, dança, teatro e circo, passando pela realização de debates e programas de TV – dentre eles o Conexões Urbanas, exibido pelo MultiShow – até projetos em Cabo Verde, na África, o Afroreggae segue à risca a máxima de atuar em territórios onde poucos ousam pisar.

São geralmente áreas pobres, violentas e muitas vezes comandadas pelo tráfico de drogas. Não é à toa que os núcleos do Afroreggae no Rio de Janeiro estão localizados em favelas e bairros da periferia da cidade: Vigário Geral (onde tudo começou), Parada de Lucas, Cantagalo Pavão Pavãozinho, Nova Era e, mais recentemente, no Caju.

E, para falar a língua de quem está na ponta, a organização utiliza estratégias diferenciadas, como no caso da Agência de Empregos Segunda Chance, que atende ex-presidiários que desejam se inserir no mercado de trabalho.

Ali, todo o atendimento é feito por egressos do sistema prisional – permitindo uma maior compreensão da realidade e da urgência pela qual o indivíduo está passando e estabelecendo uma relação de confiança que faz com que o trabalho seja mais eficaz.

Sejam quais forem as ferramentas e ações utilizadas, o foco é afastar jovens e crianças da criminalidade. Isso faz com que, não raro, o Afroreggae e suas principais lideranças sejam alvo de ameaças e atentados.

Ao longo de sua trajetória o Afroreggae inspirou organizações dentro e fora do Rio e ajudou a elevar a outro patamar a atuação de atores sociais das periferias das grandes cidades. E, mesmo do alto de seus 21 anos, mantém sua aposta na inovação, na criatividade e na arte para mudar vidas.

“A gente atua todos os dias para que crianças, adolescentes, jovens e adultos possam recomeçar a contar as histórias de suas vidas, pois afinal de contas, quem é que disse que as pessoas precisam só de histórias amargas e tristes?”, finaliza José Junior, coordenador do Afroreggae.

Facebook: facebook.com/afroreggaeoficial
Site: afroreggae.org
Twitter: @AfroReggae

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