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Experiências cariocas

O escopo do livro, por si só, já o tornaria obra de referência. Mas o alcance maior da proposta de ‘De baixo para cima’, e o que o torna pioneiro, são suas duas frentes: a orquestração de uma polifonia de vozes e depoimentos autorizados que compõem este trabalho e a preocupação com as três dimensões da cultura – a simbólica, a cidadã e a econômica.

Heloísa Buarque de Holanda

Ensaísta, escritora, editora, crítica literária e pesquisadora

Este livro reúne uma amostra de um dos pensamentos mais vivos e importantes surgidos no Brasil nos últimos anos: a força transversal (e universal), transdisciplinar (e indisciplinar) da cultura brasileira. Pensar políticas culturais em nosso país é uma grande responsabilidade. No mínimo, essas políticas precisam estar à altura da complexidade e vigor da nossa cultura aberta, festiva, transformadora e generativa. Usando uma metáfora da tecnologia, o pensamento aqui expresso enxerga a cultura como uma grande plataforma open source, que tudo permeia e que a todos toca. Como incentivar e energizar essa plataforma? Como projetá-la, junto com seus valores, para o mundo? Quais suas intercessões com a economia e outros campos sociais? Como ela se revigora nas periferias brasileiras? São temas essenciais para o nosso país, tanto do ponto de vista da promoção do desenvolvimento local, quanto para nos projetar para um lugar cada vez mais especial no mundo.

Ronaldo Lemos

Advogado, professor e pesquisador

Talvez as duas frases mais citadas de William Gibson, o escritor cyberpunk, sejam: “o futuro já está aqui – só não está uniformemente distribuído” e “a rua encontra seus próprios usos para as coisas”. A realidade cultural do Brasil contemporâneo dá novos significados para essas palavras. O território onde o futuro aparece pode estar “fora de lugar”. Lembro minha surpresa ao entrar pela primeira vez num baile funk, nos anos 1980: a música eletrônica fez sucesso popular no Rio de Janeiro primeiro na periferia. As ruas não esperam o centro apresentar as coisas tecnológicas para depois inventar seus próprios usos. O uso pode vir antes da coisa propriamente dita. A voracidade é enorme, novas ferramentas e novas práticas aparecem todas ao mesmo tempo agora, o tempo todo, driblando precariedades. Por aqui há “hackerspaces” a céu aberto, onde novas formas de organização e produção cultural são experimentadas. Tudo isso – era de se esperar – acontece também de maneira descentralizada. Este livro dá visibilidade para uma rede de laboratórios sociais que já estão por aí, aqui perto, distribuindo outros futuros possíveis e inventando diversas coisas/ideias mais.

Hermano Vianna

Antropólogo, pesquisador musical e roteirista

Organizadoras

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Mestra em Bens Culturais e Projetos Sociais pela FGV-Rio, onde coordena o MBA de Gestão e Produção Cultural. De 2003 a 2012, foi Gerente de Patrocínios da Petrobras, responsável pela política cultural da empresa. Hoje, atua como consultora nos campos da Gestão Cultural, Economia Criativa e Cultura Digital. É autora do livro Jangada Digital (Ed. Azougue, 2011).

Eliane Costa

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Professora de Cultura e Tecnologia na FGV-Rio e na UCAM, sócia do Templo, plataforma de empreendedorismo sediada no Rio de Janeiro, onde é diretora do seu braço de inovação e tecnologia, o makerspace Olabi. Fez parte do grupo fundador da Casa da Cultura Digital, em São Paulo. Atuou como curadora e diretora executiva do Festival Internacional CulturaDigital.Br, em 2011, no Rio.

Gabriela Agustini

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